A dança e a percussão da Guiné

A dança e a música da costa ocidental africana (que engloba os países de Guiné, Mali, Costa do Marfim, Burkina Faso e Senegal) fazem parte do cotidiano de seus habitantes, das mais diversas etnias.

Cada etnia possui suas danças e ritmos específicos para diversas ocasiões sociais como: batismos, iniciações, casamentos, trabalho no campo, conexão com divindades etc, sempre regado a muita espontaneidade e alegria! A energia e a complexidade artística são também a tônica forte desta cultura. Os movimentos são de baixo impacto e dançados com leveza, embora mexam com o corpo todo, da cabeça aos pés, com detalhes dos olhos e mãos.

Há mais de 40 ritmos tradicionais, sendo que cada um deles possui passos e coreografia próprios.

Os bailarinos precisam ter os ouvidos ‘afinados’ para poder seguir o ritmo com os passos corretos.

Na dança guineense, a percussão ao vivo é obrigatória. Os instrumentos são djembé’s, doundouns e sangban, balafon, kora e gongoma.

A comunicação entre o bailarino e a percussão é fundamental para um ótimo espetáculo.O bailarino segue a percussão e o percussionista segue os pés do bailarino.

Dessa forma, aprender a tocar os instrumentos percussivos faz parte da formação dos bailarinos em Guiné.

A dança e a percussão africana no contexto guineense

Guiné foi o primeiro país da África negra a se tornar independente da França. Quando isso aconteceu, em 1958, o então presidente, Sekou Touré, decidiu investir na cultura local, para que a tradição das etnias não se perdesse.

Cada família era obrigada a enviar ao menos um dos filhos para ‘servir’ à dança e à percussão. Em cada bairro da capital, Conacri, havia ao menos um ballet.

No tempo de Touré foram criados dois ballets que continuam na ativa até hoje e que são mantidos pelo governo: o Djoliba e o Les Africains.

A primeira geração de bailarinos e percussionistas que compuseram esses ballets foram responsáveis por visitar todas as regiões do país e coletar danças e ritmos tradicionais. Esses tornaram-se parte do repertório artístico, sendo adaptados para o formato dos ballets.

Além da própria agenda internacional, esse ballets também acompanhavam o presidente em suas idas ao exterior, propagando a cultura do país pelo mundo.

Esse é um dos motivos pelo qual o ballet e a percussão da Guiné continuarem sendo praticados no país. Professores de dança e percussão guineense espalham a sua cultura por todos os continentes.

É o caso de Aboubacar Sidibé, que está no Brasil para transmitir seus conhecimentos
e ajudar a propagar a riqueza da cultura guineense no Brasil.

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3 comentários em “A dança e a percussão da Guiné

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